Se não é sofrido, não é Fluminense.
Quando o Fluminense precisa da vitória, todos os fatores ficam contra.
Ainda não sei o que falar sobre a épica virada Tricolor pra cima dos mexicanos. Foi tão emocionante que me deixou sem palavras, completamente.
Confesso que por um momento decidi abandonar a TV e apenas escutar, como era antigamente.
Revolta, ignorância, medo... Que atire a primeira pedra quem não sentiu um desses sentimentos quando o América abriu o placar. Porém, atire novamente, quem sabia que o Fluminense, embalado por nós, ainda nos faria uma surpresa.
E uma surpresa rápida.
No cruzamento preciso de Conca, Gum foi mais rápido que o goleiro e mandou a bola ir dormir no fundo das redes. Era o empate Tricolor.
Só que... "Se não é sofrido, não é Fluminense." lembram?
A primeira etapa terminou 1x1. Resultado que daria uma certa "tranquilidade" ao Fluminense para tocar a bola e chegar ao segundo gol... Apenas DARIA...
Aos 27', Sanchez levou o América ao contra-ataque e cruzou. A bola fez uma curva que não deveria fazer se a partida fosse contra qualquer outro time. Berna, mal posicionado, não alcançou e Digão numa tentativa de evitar o gol, apenas ajudou a bola a entrar.
Era o que os mexicanos precisavam. Depois de enrolar a partida inteira, ficar na frente no placar faltando pouco menos de 20 minutos pra encerrar a partida era um sonho.
Enderson, que diga-se de passagem bem ousado, lançou todos os seus atacantes para o campo. Era vencer, ou vencer.
Deco, que já havia entrado no lugar de Mariano, cruzou pela direita na medida, na altura exata para Araújo mandar pro gol. Mais uma vez, o Flu retornava ao jogo, que pegava fogo do início ao fim.
O Fluminense então tinha mais 10 minutos pra marcar.
O América, absurdamente recuado, continuava enrolando nas cobranças de lateral e falta.
O juiz, cego, não via o time mexicano jogar com as mãos.
Mas, nada disso foi motivo pro Fluminense se abater.
Embalado pela torcida e pelo recente gol de empate, o Fluminense foi pra cima. Até que aos 42', Fred escora uma bola de cabeça e Deco aparece, com seu pézinho salvador, e dá um toque sutil por cima do goleiro.
Lágrimas, comemorações, agradecimentos.
Deco merecia fazer o gol. Era pra ele fazer o gol. Era pra ele ser o nosso herói na noite de América.
Depois, restou o Fluminense se defender de todo jeito e comemorar, afinal: nada mais é impossível.
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Destaque para o gesto de Fred. Chamou a responsabilidade, incentivou e lutou até o fim. As lágrimas ao abraçar Deco e as palavras na entrevista após o jogo, já dizem tudo.
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Obrigado, torcida! Se não fossem vocês, 13 mil e poucos que estavam lá, jamais teríamos conseguido tal resultado.
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Impressionante e emocionante o final do jogo. Todos comemorando como se fosse um título. "O CAMPEÃO VOLTOU!"
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O negócio era assim: "Não vencemos ainda na Libertadores porque não temos estrutura."
Parece que arrumamos uma estrutura de ponta do nada.
Estrutura não ganha jogo. Ajuda, mas não ganha.
Fizemos o épico em 2005, em 2007, 2008, 2009 e 2010. Com a mesma estrutura...
Muricy Amarelão - como gritou a torcida - quis foi uma desculpa pra pular do navio que estava prestes a naufragar.
Valeu Enderson. Sua ousadia em lançar praticamente todos os homens de ataque nos valeu a vitória!
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Vencemos a luta mas a guerra continua.
Saudações Tricolores.
Valeu, Deco!
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Eu avisei, América. Cuidado, o Fluminense vem aí.


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