Fluminense, o time que nos deixa sem palavras
Amigo, há um tempo atrás eu decidi estabelecer um tempo de silêncio. O tempo em que eu me recuperaria psicologicamente para as batalhas do carioquinha e principalmente da Libertadores. Esse meu tempo começou após a inesperada derrota do Fluminense para o Nacional, depois do Flu dominar o 1º tempo absolutamente inteiro.
Eu não sabia o que dizer, o que escrever, o que pensar.
Ali, muitos pensaram: acabou. Eu pensei, por um momento. Mas eu também pensava que o Fluminense realizava o impossível.
"Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez."
Foi essa a frase que ficou de lá até aqui na minha cabeça.
Eu sabia, desde o começo, que essa Libertadores prometia e ainda promete.
Pois bem, Argentinos e Fluminense novamente se encontravam, agora, lutando pela permanência dos dois clubes na competição.
Quando eu digo que o Flu ainda vai enlouquecer algum aí eu não minto.
Torcer pro Fluminense é coisa séria, teste pra cardíaco em todos os jogos. E neste não poderia ser diferente.
Na altura do jogo América e Nacional já haviam encerrado seu jogo, com um empate em 0 a 0. No momento, ruim para o Tricolor que, aos 42, precisava de mais um gol para permanecer (Rafael Moura já havia virado a partida a nosso favor, logo após entrar em campo. Reclamou da reserva e fez por merecer estar ali no gramado).
Quando todos os rivais já comemoravam na nossa saída, eis que surge Edinho, o volante-atacante driblando todo mundo e o goleiro e sofrendo o penalti.
Na hora eu não acreditei. Enquanto eu não vi o juiz apontando a marca da cal eu não acreditei na cena.
Era tudo que nós queríamos.
Fred, o capitão, talvez o maior exemplo de superação no Fluminense nestes últimos 2 anos, se preparou.
Uma batida séria, firme e a explosão.
GOL DO FLUMINENSE!
O gol que até os rivais devem ter comemorado.
O Fluminense contrariava mais uma vez a matemática, calava mais uma vez aos que não acreditaram no seu poder.
O Fluminense é único. Não adianta tentar fazer igual.
Só o Fluminense consegue ir do inferno ao céu em 2 minutos.
A festa estava feita na Argentina e nos quatro cantos do mundo.
Onde houvesse um Tricolor, tinha a festa.
E é assim que o Fluminense segue na Libertadores. Agora, mais vivo do que nunca.
Começa agora, a fase mais emocionante do futebol. O mata-mata. Justo para todos.
Que vença o melhor. Que vença o Flu.
"Vamos lutar, por mais essa taça. Vamos Fluminense com garra e com raça."
Saudações Tricolores.
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Em nota, a volta de Sheik pra casa foi mais do que merecida. Após cantar o bonde dos mulambos sem freio, a diretoria do Fluminense agiu, de forma positiva, retirando o atacante do elenco já na argentina. Os incomodados que se mudem.
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A cena lamentável que marcou a partida partiu dos argentinos. Uma pancadaria provavelmente puxada pelo ex-corintiano (que surpresa) Escudero. Após bater durante o jogo, não aceitou a derrota e a eliminação e partiu pra cima. É disso que o futebol não precisa.
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Parabéns a torcida pela grande recepção no aeroporto! Esse é o time e a torcida de guerreiros. Aeroporto, que por sinal, já virou nossa segunda casa.
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E aí técnico do AJU... milagres só acontecem uma vez não é?
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Não posso deixar passar... Muricy, taí o que você não conseguiu fazer. Com interino e zaga improvisada, nós passamos de fase.
SEM ESTRUTURA!
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A próxima batalha é o fla-FLU. Vamos pra cima dos mulambos, NENSE!

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